sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green



Hoje a resenha é do Raoni Pimentel nosso colaborador. 
Linda história, com personagens encantadores
Falar de câncer nunca é um assunto agradável, principalmente quando estamos nos referindo à uma adolescente de 16 anos que já aceitou suas condições de vida e segue seus dias como se sua morte estivesse próxima. Hazel Grace poderia ser uma garota normal, popular na escola, cheia de amigos com uma vida saudável e feliz… Mas este não é o caso da personagem do livro de John Green!
Deprimida aos olhos de seus pais, Hazel é uma paciente com câncer, que passava maior parte de seus dias na cama, lendo seu livro favorito – e essencial para o desenrolar desta história – enquanto pensa na morte.
“ A Culpa é das Estrelas ” é, sem dúvida alguma, o livro mais falado do John Green, por uma boa razão! Presente na lista dos mais lidos do ano, o livro se tornou um best-seller, aclamado pela mídia, e que atualmente encontra-se presente na estante de todos os leitores do mundo.
John Green conta que sua história foi desenvolvida a partir de uma famosa peça de Shakespeare, e certamente seus livros estão fazendo um grande sucesso no Brasil, já que a Editora Intrínseca está lançando os livros deste autor. Falando de Hazel Grace, esta personagem cativante trata sua vida como se o câncer fosse um mero detalhe com o qual ela precisa aprender a conviver. Diagnosticada com câncer na tireoide em estágio avançado aos 13 anos e metástase nos pulmões, Hazel passou a se tratar com doses diárias de falanxifor, uma droga fictícia recém criada para combater o câncer, mas que ainda precisa andar por ai com seus tanques de oxigênio.
Ao frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer, Hazel encontra seu amigo Isaac, um garoto que em breve passará por uma cirurgia e, consequentemente, perderá a visão, para ter uma chance longe do câncer ocular. Isaac é um dos personagens mais engraçados da história, apaixonado por sua namorada, que decide passar o máximo de tempo possível com ela enquanto ainda pode vê-la. É praticamente um nerd, que adora jogar videogames com seu amigo Augustus, que lhe acompanhou no grupo de apoio. Augustus Waters é o tipo de garoto que chama a atenção de todas as garotas: alto, magro e musculoso.
Ao vê-lo pela primeira vez, Hazel fica intrigada pelo fato de ele a encarar constantemente, e tentava desviar a todo momento os olhares, sem muito sucesso. Ao fim da primeira reunião, Hazel começa a bater papo com o amigo Isaac e Augustus do lado, puxando assunto com ela de uma forma muito engraçada.
Acontece que Augustus não é um cara superficial. O garoto teve câncer e perdeu sua perna ainda jovem, e por isso não partilhava de muitas experiências normais na sua adolescência. Mas é claro que, ao ver Hazel Grace, ele se apaixona instantaneamente e precisa conhece-la melhor. O romance surge logo no início da história, e passamos a acompanhar a divertida aventura vivida por Augustus e Hazel, na viagem para conhecer o autor do livro favorito deles: Uma aflição imperial, de Peter Van Houten. Os dois – acompanhados da mãe de Hazel – querem desesperadamente conhecer o escritor do livro que Hazel lê frequentemente, para saberem qual o final da história lançadas há tantos anos atrás. Na minha opinião, os personagens do livro de John Green são a melhor parte! Augustus tem uma filosofia de vida, que, segundo ele, “você pode determinar seu comportamento com base ressonâncias metafóricas”, e por isso, quando está nervoso, costuma colocar um cigarro na boca, mas não o acende, para pensar que quem está no controle de sua vida é ele próprio.
Aos poucos vamos acompanhando o romance de Hazel e Augustus, e o livro vai te surpreendendo em cada capítulo! Existem muitos momentos engraçados, e outros não tão divertidos assim, que te deixam impossibilitado de desgrudar da leitura enquanto não terminar a última página. Um detalhe importante sobre a personagem Hazel é que, graças ao Gus, a personagem passa por uma jornadas para se apaixonar novamente pela vida.
A grande mensagem que este livro passa é que há esperança para a vida, e que ela pode sim ter seus momentos maravilhosos, mesmo se você for uma paciente com câncer terminal. Ao final da leitura você percebe que, mesmo machucando as pessoas que ama ao morrer, você tem a oportunidade de curar as cicatrizes deixadas se viver intensamente enquanto puder. John Green desenvolveu a história após muitas tardes de conversas com pacientes de câncer, e escreveu um romance adolescente melhor do que muitos outros autores por aí.
Prepare-se para sorrir, chorar, lamentar e se surpreender com essa história, que combina o cotidiano de jovens com câncer num conto com profundas mensagens de reflexão. Fica aqui a dica de um ótimo livro, que vale a pena ser lido e relido várias vezes! Os personagens são cativantes e divertidos, e vivem situações hilárias. Sem contar com as surpresas que o autor preparou para o desenrolar dessa história. Acredite, você vai sentir saudades de Gus e Hazel quando terminar a leitura!!!! ;)