quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Primeiras Impressões: Oito - Décio Gomes


Olá, hoje vou falar sobre esse livro lindo, repleto de surpresas...
Oito do autor Décio Gomes é uma coletânea de contos, muito bem escolhidos para proporcionar ao leitor uma viagem no mundo das sensações, isso mesmo sensações...Em cada conto nos leva a embarcar em um sentimento diferente, e o autor transita entre o drama, a sensualidade, o suspense, o terror com a mesma desenvoltura, nos levando a querer mais de cada história.

No primeiro conto logo de cara, nos deparamos com a DOR, a dor mais profunda que uma mãe pode sentir, a de ver o filho doente e vê-lo partir para sempre, eu como mãe me emocionei demais com esse conto, senti a dor daquela mãe como minha, mas também vemos a esperança despontar no coração de quem nasceu para ser MÃE.

No segundo, sentimos o HORROR de nos depararmos com a maldade de um ser que se esconde sobre a alma de um artista macabro, se esconde por trás da beleza e do fascínio que as máscaras despertam.

No terceiro encontrarmos uma SENSUALIDADE na narração de um embate entre o fim e o infinito, onde o conto te absorve, aconchega e surpreende.

No quarto temos o SUSPENSE numa narrativa com o perigo espreita a cada palavra, ficamos sempre esperando algo acontecer...

E assim vamos em cada conto uma sensação diferente é despertada, é a primeira vez que leio algo do autor, e já me conquistou, só queria pedir para ele escrever mais romance e drama que são meus gêneros favoritos. Foi um prazer imenso ler esse livro que está aí para agradar a todos, pois sempre encontrarão um conto que se identifiquem.
Contos:

1 - Marco Polo

Seja bem-vindo a “Marco, Polo”, uma abertura mais que especial a OITO. Apesar do título, que remete a exploração e aventura, o conto a seguir é uma história doce sobre um pequenino animal. Escrito especialmente para a antologia Os animais também vão para o céu, da Editora Sinna, foi meu primeiro texto focado no tema, e rapidamente se tornou um dos mais especiais para mim –logo eu, que todos os dias luto contra a vontade de trazer para casa todos os gatinhos e cachorrinhos que encontro

2 - Colecionador de Máscaras 

Originalmente escrito como parte de uma série de contos de Halloween, O colecionador de máscaras é o primeiro conto da parte obscura de OITO. Com um linguajar leve e descompromissado, a breve história –ambientada em uma cidadezinha pronta para a festa de Dia das Bruxas - gira em torno das máscaras, artefatos comumente usados como disfarces e fantasias, mas que potencialmente guardam poderes místicos que a grande maioria desconhece. Seja feita de papel, de plástico, ou de pele humana: de alguma forma ou de outra, as máscaras estão sempre ao nosso redor, escondendo as reais intenções de quem as usa.

3 - Mural das Décadas

Segundo de uma ainda apenas planejada série de contos baseados em músicas, O mural das décadas é uma história curta, porém intensa e misteriosa. Carregada de uma sensualidade contida e quase mórbida, é minha interpretação direta da canção “Vermelho”, de Marcelo Camelo, e traz um ambiente aconchegante no qual você, de certo , vai sentir vontade de se aninhar.

4 - Rio Morto

Rio Morto nasceu no ano de 2014, após um convite para participação em uma antologia chamada Monstros. De nome sugestivo, intencionava lançar releituras de histórias clássicas do horror mundial: Frankenstein, Múmia, Lobisomem e, é claro, Drácula. Escrevi, assim, uma versão curta e modernizada do clássico de Bram Stoker, aplicando a ele meus toques bastante pessoais (e muitas referências a Castlevania, uma das minhas séries de games favoritas). A antologia, infelizmente, foi cancelada por inúmeros motivos. O conto, porém, ficou, e agora chega até os leitores em toda sua obscuridade original. Pegue um castiçal e prepare-se para mergulhar na total e completa escuridão da fazenda Rio Morto.

5 - A Morada da Memória

A morada da memória surgiu de um insight. Em um momento que já não me recordo, estava a ouvir a segunda faixa do álbum Caravana Sereia Bloom, da cantora Céu, e a inspiração veio a mim como um sopro. Absorvi aquela música. A senti por dentro. E assim deixei que se interpretasse por si mesma, falando através dos meus dedos. Minutos depois surgiu uma história curta, doce, carregada de nostalgia e sinceridade. A música chamava-se Amor de antigos, duas palavras que descrevem com perfeição o conto que segue nas próximas páginas.

6 -  Estrada 404

Estrada 401 é um dos meus contos mais antigos –pelo que me lembro, tem cerca de doze anos de idade –, e a falta de maturidade na escrita quase fez com que ele ficasse de fora dessa coletânea. A ideia surgiu enquanto eu assistia um daqueles típicos filmes americanos com estradas desertas e pousadas sinistras, onde o carro sempre resolve parar de funcionar e deixa os mocinhos na mão. Apesar dos clichês, Estrada 401 tem um final interessante, temperado e preparado com ingredientes secretos que você vai amar experimentar. Ou não.

7 - Alma dos Enforcados

As almas dos enforcados, dentre todos os outros deste livro, é um conto bastante especial. Além de ser uma história curta de um de meus personagens mais queridos –o padre Jullian Bergamo -, se passa em um local histórico da cidade de São Paulo, local este que hoje é o bairro da Liberdade, um de meus lugares favoritos. Com um clima sombrio e assustador (mas também trazendo uma lição), este conto também pode ser encontrado na antologia Arquivos do mal, publicada pela Editora Coerência.
8 - Eterna

Por último, mas não menos importante, temos este que é um dos meus contos que mais emociona a quem lê. Ambientado em ares urbanos e modernos, Eterna conta uma história doce e ao mesmo tempo melancólica. Lena é uma personagem intrigante, com um background intenso e que de certo provocará alguns sentimentos em quem puser os olhos sobre ela. O que é eterno , afinal, não é um pouco longo demais?
  Sinopse:
Entre o terreno e o etéreo existem muitos mistérios.
Entre o céu e o inferno existem inúmeras portas. 
Entre a vida e a morte, também, existem inúmeras conexões. 
E o número oito está ligado a cada uma delas. Seja um equilíbrio cósmico, seja um círculo ou um quadrado, seja este mundo ou o intermediário: tudo está representado dentro de um oito, que de pé indica quantidade, e que deitado incorpora o infinito.

Oito histórias. Oito sentimentos. Oito formas de se dizer o que está por dentro. Oito olhares. Oito cores: oito forma de falar de dores e amores.

Ebook disponível na Amazon. Livro físico entrar em contato com o autor Décio Gomes.