Resenha: Pseudônimo Mr. Queen - Loraine Piavatto por Lu Days


O livro narra, em terceira pessoa, como o mundo realmente acabou em dezembro de 2012. Como se tivesse sido ressetado por uma mão divina, só alguns humanos e animais voltaram a Terra, para viver numa utopia, sem mortes, sem desigualdades e sem doenças. Num mundo onde tudo é perfeito, o que poderia dar errado? O próprio ser humano.

“A nossa moeda apenas deixou de ser o dinheiro e passou a ser as realizações de cada indivíduo.”

Uma distopia que fala sobre como a humanidade e seus padrões sociais podem estragar um sistema aparentemente perfeito e justo para todos.

“Tinham recebido uma nova vida maravilhosa, livre de doenças graves, acidentes, mortes estúpidas e prematuras. Nenhum pai nunca mais veria um filho partir, que presente maravilhoso, mas em contrapartida, saber a data certa da morte era uma sensação estranha.”

O livro utiliza a vida de três mulheres da mesma família para contar como esse mundo novo foi se fortificando e decaíndo. Regina, Larissa e Vitória são vítimas de armadilhas do amor, as últimas até ficando reféns de um psicopata pronto para acabar com a reputação de qualquer um que atravesse seu caminho.

“Nessa época Regina chegou a pensar que talvez o motivo de ter sido escolhida sobrevivente fosse para combater essa onda de insanidade. Sabia que assim como ela havia pessoas da oposição e que talvez juntas pudessem tentar abrir os olhos daquele povo doido.”

A história de Mr. Queen, acaba sendo quase um arco a parte. Contando como um famoso compositor pode ficar fora das vistas das loucas medições e tabelas, que regem o nível social desse mundo, apenas por utilizar um pseudônimo. Uma história muito forte, mas que ficou meio apagada por alguns detalhes desnecessários.

“Muitas pessoas vinham apresentando quadros graves de depressão por se julgarem sem um talento específicos e, dessa forma, inferiores uma vez que acabavam tendo que trabalhar em serviços mais burocráticos que não exigiam nenhuma grande habilidade e nem inteligência.”

Outro arco que corre por fora, é o do segredo da morte, também muito interessante. Em um mundo onde só se pode morrer quando chegar a um exata idade, onde não há doenças e toda vez que um acidente ocorre as pessoas são automáticamente removidas para uma especíe de mundo paralelo e lá são curadas, prontas para voltar a vida normal, sem se lembrar de nada.

“Defender a sociedade dela mesma, protegendo o segredo da morte, que se um dia fosse descoberto, certamente seria usado como moeda de troca.”

A autora ainda utiliza a ideia de mundos paralelos e deixa tudo mais diferente dentro desta distopia que de longe não se parece em nada do que vemos comumente. Desde de dezembro de 2012 as pessoas vivem duas vezes, em duas vidas diferentes. Uma até os 70 anos e a outra dos 20 aos 100 anos. Parece um pouco confuso de entender no começo, mas com o passar da narrativa as ideias se encaixam e tudo faz sentido.

“Sempre ficava imaginando Regina vivendo ali, usando a mesma cama que ela, o mesmo banheiro, a mesma cozinha. E as duas não se enxergarem era algo frustrante.”

Para quem gosta de romance e suspense, ou quer começar a ler ficção científica. Embora seja um livro com suas 400 páginas é bem interessante de se ler.

“Ela ainda não considerava que raça humana tivesse evoluído. Apenas tinha sido contida.”

*Textos em negrito e itálico foram retirados do livro.

Pseudônimo Mr. Queen

O ano é 2012,
Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.

Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.

Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.
Agora serão 2 vidas:
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.

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